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mais uma hecatombe cultural

Feito o nosso registo à tech & news com uma intro na academia pelo meio, hoje concluímos com o essencial entre cómicos do ano que termina – parte I: para os que querem compreender o rationale da eleição deste tópico sobre os demais.

Quem aqui caiu por acidente: queres encontrar a parte II.

Fazemos o exercício com a ciência que se exige: o estado da cultura popular devidamente registada no acaso das vontades – ou como já o confessámos antes, deixemos aquilo das coincidências ditarem as nossas leituras. Folhas de chá e ouija boards, sigamos os breadcrumbs (*).

* "Migalhas" - funny!

A poucos dias do turn-over não esperamos aventuras de maior entre bandas desenhadas fora cataclismos impossíveis de prever, mesmo se esses ainda arriscam das suas graças. Exemplo: ninguém adivinharia que o Patreon haveria nesta recta final de sacrificar os seus utilizadores ao altar da ganância. Para todos os efeitos, qualquer lista de best offs entre comics de 2017 acabará sempre com uma referência a esse desaire, e sem um tema óbvio que nos reclame maior indignação, deixamo-nos seguir por essa deixa.

Registámos o propósito cruzado à tecnologia e $$$ e desse adiamos em nota a peculiar tendência do capital "naturalmente" (*) concentrar-se entre grandes e esvair-se do bolso de pequenos:

* "Natural": naturalmente quem decide as regras do jogo decide quem o ganha, se necessário mudando as regras do jogo, naturalmente.

No novo modelo, à-lá-concentração do $$$, de repente é mais barato suportar só um autor com 100$ do que 100 autores com 1$ cada. Devemos fazer leituras sobre essas considerações?
in Real Nós

Uma realidade que nos foi relembrada poucos dias depois a propósito do regresso do vinil. Este regresso é-nos sempre motivo de curiosidade porque o temos como placeholder do analógico, e este do papel, e este do livro impresso. Diz-nos a peça:

A surge in demand for records by "dad rock" bands and blockbuster acts  is delaying new releases by independent labels
in "Indies feel pushed out of vinyl boom as 'dad rock' sells in record numbers" 10 dez 2017

Os grandes a comer os pequenos. E bónus para as tecnologias na determinação da cultura de massas:

A lot of old fellas are buying reissues of the records they had in their youth before replacing them with CDs, which they’re now getting rid of so they can buy the vinyl again.
in "Indies feel pushed out of vinyl boom as 'dad rock' sells in record numbers" 10 dez 2017

Mas, sobretudo, a economia de escala que se consegue na concentração do $$$, que por sua vez reverte numa espiral cada vez mais concentrada – ou concertada? Terão que ler o artigo, mas fica o essencial:

The major labels have the leverage with the pressing plants due to the volume of business they can offer: if a busy pressing plant gets an order from a major label saying, for example, ‘We have 20,000 Dire Straits LPs to press’, then the plant tends to drop production for smaller labels and press the big order.
in "Indies feel pushed out of vinyl boom as 'dad rock' sells in record numbers" 10 dez 2017

Grandes e pequenos, indústria e indies, $$$. Damos-vos música mas recorda-nos o debate do Amadora BD, igualmente recente na nossa memória, e ao qual voltamos poucos dias rodados por uma peça no TCJ que condensa quase todas as nossas inquietações sobre festivais, autores, bds comerciais e autorais, $$$ e punks-on-a-mission. Poucos dias depois de publicarmos nós uma peça intitulada "é só punk" -com Simpsons e zines à mistura- que concluímos com um "o que nos recorda...", o The Comics Journal devolve-nos um "’It’s Just So BD!’: A Fair to Remember". Senhores...? Coincidências? Shit-u-not: de livros –uma espécie de vinil da literatura-, começa com grandes a devorar pequenos, e um cheirinho a tech à mistura:

With new volumes appearing weekly, few books get more than a fortnight on display. When it comes to collectives, independents, and books about comics, that problem is a crisis – and it’s one Amazon hasn’t helped.

Têm a nossa atenção. E vocês o vosso mashup.

Almost any Parisian will tell you that comics and graphic novels are serious stuff. Here, the "BD" or bandes dessinées are not just in bookshops. They’re all over the place: in train stations, supermarkets, museums and the news kiosks found on every street.
in "'It’s Just So BD!': A Fair to Remember" 15 dez 2017

Mostrámos-vos essa relação no nosso registo de festivais e livrarias locais. Ora, "this omnipresence, however, has a down side": a supramencionada concorrência à exposição e respectiva concentração. E quem aparece a salvar o dia? Senhores, agarrados aos vossos lugares? o enrolar de tópicos aparentemente desconexos que nos ocupam em recorrência não acaba aqui.

Renaud Chavannes is doing something about it. Chavannes, a journalist and digital entrepreneur, also authored Composition de la bande dessinée (Editions PLG).
in "'It’s Just So BD!': A Fair to Remember" 15 dez 2017

Autor de estudos sobre bd, jornalista, e entrepreneur digital - nós não inventamos estas merdas :) Obviamente, daqui para a frente é sempre a somar. O sujeito cria uma loja online$$$? check!-"dedicated just to books about BD, to special editions and volumes on the history, art, and theory of comics" e organiza uma expo que funciona como feira física da dita, com acrescentos. Leiam-nos, mas façam-no à comparação com a ABD.

It’s a festival filled with visual treats.

The enterprise has always been inclusive. "Whether you call it ‘the ninth art’ or BD, whether you know it as manga or comics, it’s the same discipline. Those terms indicate individual practices and of course they imply different paths of fabrication and reception. But at SoBD, we’re viewing it all as a whole."
in "'It’s Just So BD!': A Fair to Remember" 15 dez 2017

Hint hint, get it?

Another asset is the fair’s location. Every time Paris holds a Salon du Livre or a Salon of children’s literature, it will be held at the very edge of town. We wanted SoBD to really be Parisian. So – thanks to Christophe Girard, former Mayor of the 4th arrondisement – SoBD takes place in the trendy Marais. That, say its organizers, works for everyone.
in "'It’s Just So BD!': A Fair to Remember" 15 dez 2017

Hint hint, get it?

Especially given its biggest plus: the festival is free. The only fee ever required is for participating in the guest star’s Master Class. Whether visitors want to browse the stands, visit the numerous art shows, take an atelier or attend any panel discussions (there were thirteen this year), it costs them nothing. They can also wander in, leave for lunch, dinner, or a drink, and then return.
in "'It’s Just So BD!': A Fair to Remember" 15 dez 2017

Hint hint, get it? E o bottom-line:

So far, the liberal recipe is working. Last year, SoBD clocked up 25,000 visitors. Hardcore devotees tend to show up early but, all weekend, shoppers, hipsters and tourists wander in and out. Both expensive books and funky little zines find buyers.
in "'It’s Just So BD!': A Fair to Remember" 15 dez 2017

O que nos trás às politics. Um leque de escolhas, escolhe um:

There were author-publishers, independent houses, one-offs, collectives, posters, stickers, buttons, and zines printed moments ago. Some groups were focused on comics from Latin America, others on underground manga and others on African stories told by Africans. The Swiss DIY evangelists La Fabrique de Fanzines were producing fanzines on demand and on the spot.

There was also LGBT BD, a group dedicated to showcasing gay, lesbian, bisexual and transgender comics.

There was the government’s Cours Municipaux aux Adultes, who offer re-training options for the would-be artist.

Then there was la Saif, the Society of Visual Art and Fixed Image Creators, who ran an advice table and gave out leaflets about authors’ rights.
in "'It’s Just So BD!': A Fair to Remember" 15 dez 2017

O take away final – literalmente, um "take away"

For 2017, SoBD was just as much about action as contemplation. Much of the year’s educational side – its Master Classes, panel talks and ateliers – was concerned with doing and making. At every panel, those attending got a free pencil and a classy sketchbook. That detail sums up why I love SoBD.
in "'It’s Just So BD!': A Fair to Remember" 15 dez 2017

Aproximamo-nos assim do sentido a dar ao ano que termina. Acompanhem-nos: estamos em livreiros com vontade de mostrar o que de melhor se faz em bd para adultos. Ora...

A primeira vez que notámos a incidência de coincidências que se somam neste espaço? Ocorreu-nos a propósito de Ben Katchor. De que tratamos? Resumo comics 2017. O que comprámos hoje na BDMania, loja de bd no centro de Lisboa, totalmente por impulso porque a) não sabia que lá passaria b) não encontrei o livro que me ocorreu procurar...: "The Best American Comics 2017", editado por Bill Kartalopoulos, que "sought out work for consideration at comic book stores, at comics festivals, online, and through recommendations". De que trata a série? "A selection of outstanding work" que os editores convidados destacam pelo seu sentido crítico. E quem é o editor convidado desta edição? Ben Katchor. Estamos sintonizados.

Primeira linha que lemos quando iniciamos leituras?

"Making comics is not a career"

A nossa eleição para resumo em banda-desenhada em 2017? $$$.
Amanhã: parte II.

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