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Estamos a documentar o desencanto de Domingos Isabelinho com a BD desde que notámos nele um desalento quase terminal e sem retorno sobre o meio - não que o autor alguma vez se tenha confundido com a ala mais entusiasta dos comics: como registámos antes, o próprio The Comics Journal dizia a propósito das suas intenções de listar um best of pessoal que este surgia "after years (decades?) of complaining endlessly (and not entirely baselessly) about the embarrassing childishness of most comics canons".

Hoje, mais um passo nessa direcção. Escreve o autor a propósito da mesma peça que nos (*) mereceu a atenção em finais do mês passado:

I see no point in continuing a lost fight: comics will never be a real art form, I can see that clearly now... 
in "Weird Facts" 4 nov 2017

* Batemos o Isabelinho ao ponto: DI comenta –literalmente- o artigo uma hora antes de publicarmos o nosso post, mas num desabafo fugaz que se vê na obrigação de complementar madrugada dentro com mais uma clarificação em acelerado. Da nossa parte, apenas mandámos o nosso registo para o ar uma hora depois da sua interjeição inicial mas já depois de um processo de maturação de dados e registo às teses embrulhado com outras frentes, todo feito e fechado horas antes do nosso crítico ter sequer lido o artigo inicial a crer pela brevidade das duas intervenções. A velhice apanha a todos.

O nosso interesse pelo declínio (da estima aos comics) de Isabelinho é fácil de entender: aprender com erros dos outros. Somados aos nossos, estamos num fast course para o enlightenment total. Diz-nos o autor na introdução ao seu post:

As time passes I feel less and less inclined to write about comics, and I don't mean on this blog only...
in "Weird Facts" 4 nov 2017

Um sentimento que nos acolhe igualmente, e novamente sentimo-nos a ganhar ao Domingos já que chegámos ao mesmo patamar anos antes de acusar o seu "aging and the loss of energy". Também o nosso norte desviou-se uns graus em relação aos comics: não nos sentimos atraídos às bds em si mas ao momento da sua leitura, do qual o livro é indesmentivelmente o elemento fundamental mas não o principal. Cada vez mais dependemos da expectativa certa e sobretudo do momento certo para o conseguir apreciar, dois contextos que, realisticamente, são independentes ao livro. Tipicamente, a tranquilidade de uma moleza preguiçosa a varrer-nos para canto qualquer memória de outros afazeres que se debatam pela oportunidade do nosso tempo: basta-nos um vislumbre de inquietação em outras frentes e a bd aterra de volta à estante para hora incerta. Per se, os comics já não possuem uma gravidade suficiente capaz de criar uma bolha que nos isole do mundo: raras são as obras com a relevância para girarmos o nosso dia à sua volta, as restantes devem encontrar o seu momento ou perdê-lo. Porque cada vez mais dependemos a sua apreciação da sua circunstância e estas mais concorridas com hábitos que pontuam acima na escala das vontades, estamos a regressar às origens da BD: importa-nos fazê-la, nem por isso lê-la.


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