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Dos cartoons editorais e da BD. Da imprensa, punx e nazismos. Dos arstys e do $$$. Dos novos (sigh) tempos que se avizinham. À vossa atenção:

O humorismo e a caricatura vão ser o terreno privilegiado de uma ruptura e intervenção (...), em que se entrechocam os posicionamentos mais diversos. Essa opção ter-se-á devido a uma conjugação de factores em que avultam a expansão da imprensa, a influência de correntes estrangeiras, questões de sensibilidade, a oportunidade de mais imediata reflexão e crítica social e experimentação estética, para além de se tratar de uma forma importante de intervir nos meios sociais (...) não deixando de ser igualmente importante a vertente económica, a intensa actividade gráfica como ganha-pão inicial de muitos artistas.

Todos os destaques nossos. Um retrato dos nossos tempos? Passa, mas não, citamos o mesmo "Das Conferências do Casino à Filosofia de Ponta" ago 2000  a propósito do Modernismo, início de século passado, especificamente do "período particularmente intenso e fervilhante da I República portuguesa (1910-1926)". It does get old.

Nada de novo abaixo do Sol: vezes e vezes sem conta voltamos onde já estivemos -  se a espiral se faz para dentro ao encontro de um centro único ou para fora cada vez mais aberta, os nossos filósofos e cientistas ainda estão por decidir. O que nos interessa é mesmo a ausência de novidade numa altura que os media (re)descobrem os nazis e que esses afinal nunca foram embora.

A deixa também cobre os ditos filósofos, acresce sociólogos, politólogos, economistas e todas as variações do estudo do Homem e suas manifestações, com especial menção honrosa aos que se debruçam sobre Arte e Cultura, aquele subproduto da expressão de vontades particular aos hominídeos – excluímos da preposição os cientistas que lidam com leis universais da física e química que ignoram as apetências da espécie. Compreende particularmente a crítica, especificamente a sua inutilidade avaliada num hierarquia de importâncias: uma avaliação histórica isenta de presunções conclui que a arte mais prestigiosa tem atrás de si o $$$, a mais interessante o impulso criador. Em ambos o crítico é uma adenda que se tenta esgueirar em cena: não só as instituições, patronos e produtores felizes ficariam de não os aturar –bastar-lhes-iam os divulgadores- como o criador cuja obra jorra de dentro das demais vezes dispensa um público, quando mais um profissional de opiniões alheadas.

Mas o nosso registo não é apenas um diss ao crítico – já fizemos tantos, nada de novo aqui também – e sim outra entrada às teses. O excerto inicial é um retrato moderno além de modernista: também hoje o humor e a caricatura estão de volta em escalas de importância como ferramenta de intervenção nos meios sociais sobre os mais diversos posicionamentos yadda yadda yadda – não nos vamos repetir: já leste acima, e de repetições basta-nos a História. A novidade? Porque os ciclos são espirais e não círculos, algo diferente ocorre nesta volta, uma que volta a combinar comics e cartoons mas acresce-lhe uma urgência desconhecida à impressão em papel de meados do século XIX. Enter o digital e as redes sociais e novos constrangimentos moldam o formato como meio de expressão. Directamente para case-study, como essa velocidade aliada à relevância da imagem desenhada popularizada – e massificada - como crítica social se destila naquele artefacto visual por excelência da web: o meme.

Emily Flake in "Political Cartooning in the Age of Trump" 17 ago 2017

Vemos-nos no próximo capítulo :)

realismo seis e relações públicas