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À procura de publicação (e desculpem outra vez o fetiche papeleiro)
O Relatório Anual de Fanzines e Edição Independente de BD portuguesa de 2016 está redigido e procura de publicação física para ser editado!
Depois de publicar os últimos dois relatórios no Maga e no Portuguese Small Press Yearbook continuo a preferir o "formato papel" para este texto, nada a fazer...
Aonde se publica, pá!?
in "À procura de publicação (e desculpem outra vez o fetiche papeleiro)" 17 jan 2017

Pá, desculpado. Enquanto enterram o vosso report bem fundo no vosso fetiche do papel, nós continuamos a acumular visitas do google em "estado da arte da banda desenhada". Não sabemos se OS POSITIVOS são o melhor ponto de entrada ao tema, mas seguramente não nos escusamos à discussão. Mas perdoado, no biggie: ninguém vai ler, quatro ou cinco posts nos sítios do costume a divulgar a efemeridade e é tudo o que fica para a história. Muitos likes, poucos reads, bué da poseurs. Quem sabe: talvez daqui a outra década façam mais um especial no Bandas Desenhadas e recuperem-no para usufruto de gerações futuras. Da actualidade do dito, pouco haverá a acusar: comix em PT, podem acertar as vossas horas tectónicas por eles.

Ou não.

No tópico do papel-digital-relatórios, um rápido interlúdio pela imprensa antes de voltamos aos comix: o NYT publicou o seu próprio relatório. Ainda não o lemos mas notamos que a) estiveram à espera da conclusão do 4 congresso de jornalistas portugueses para o fazer -funny! - b) da intro destacamos este parágrafo:

The most poorly read stories, it turns out, are often the most “dutiful” — incremental pieces, typically with minimal added context, without visuals and largely undifferentiated from the competition.
in "Journalism That Stands Apart" jan 2017

Se nos acompanhas nas nossas teses, sabes porque o excerto acima nos é interessante. Mas em espírito de gracinhas e verdades pelo meio, também vale o registo um mashup do Niemanlab sobre a evolução notada:

One thing is certain: The New York Times has gotten a lot better at publishing internal reports.
In 2014, when a team of Times staffers created a raw-by-corporate-memo-standards report on why the paper struggled to innovate, the full version had to be leaked out.
Then, 17 months later (...) the report was released publicly, albeit as a boring old PDF.
Today, 15 months later, the Times released "Journalism That Stands Apart: The Report of the 2020 Group", and it got the full multimedia treatment — big images and type and video, hosted in much the same way (and under the same URL structure) that one of its major interactive pieces would be. You can read that shift in a few different ways.
in "This is The New York Times’ digital path forward" 17 jan 2017

A que nós escolhemos salientar:

The Times becoming much more agile with presenting its work in a digitally native way

Voltando ao papel do papel. Gostamos deste, já o dissemos: all things equal, damos-lhe a nossa preferência. E entre todas as preferências, damos especial carinho ao cruzamento descartável/palpável de um certo tipo de publicação com comics. Mas o digital não é uma opção, e não nos escusamos também desta discussão. Infelizmente, os sobrinhos do Adolfo tornaram-se muito mais proliferos no digital que os nossos punx. Citação resumo com política, cultura, celebridade nazi online para ilustração:

“Politics lies downstream from culture,” Andrew Breitbart once said. The political establishment of the US now belongs firmly to the right. It remains to be seen whether its opponents can develop a culture capable of wresting it back.
in "Alt-writing: how the far right is changing US publishing" 18 jan 2017

OS POSITIVOS: a fazer na nossa parte para germinar essa cultura. E, como também notámos antes, estes porcos nazis sabem agora usar o humor como arma, depois de décadas a ser bons soldadinhos do ai jesus. Caros? Andam a dormir ou a enterrar a vossa luta em bonitas encadernações de decorar prateleiras?

The American far right is characterised by “a slippery use of irony”; its “hip elitism” allows prejudice to be disguised as harmless entertainment.
in "Alt-writing: how the far right is changing US publishing" 18 jan 2017

'Migos? Vamos lá reequilibrar essa balança de "harmless entertainment".
Podes ter o melhor dos dois mundos: olha a "Resist!", a sair daqui a dois dias, aquela publicação que meio mundo já conhece porque compreendem o uso dos dois meios, papel e digital, para a missão em mãos:

RESIST!, a free 40-page protest newspaper featuring cartoons mostly by women-identified creators. The paper both embraces the free press and freedom of assembly protections of the First Amendment to reach people around the country.
in "EXCLUSIVE INTERVIEW: Francoise Mouly and Nadja Spiegelman RESIST!" 13 jan 2017

Diz-nos Francoise Mouly - destaques nossos:

What was exciting was the opportunity of doing something printed on tabloid… You know, that’s what the underground comix were, and it’s a certain kind of very vital part of the underground press and the underground movement in the ‘60s. For me, it was Charlie Hebdo and Hara-Kiri Hebdo when I was in France, but a lot of [protest] in France was done with pamphlets glued on the wall. There are books of collections of pamphlets, but there is something exciting, inherently exciting, about the ephemeral nature of newsprint.
in "EXCLUSIVE INTERVIEW: Francoise Mouly and Nadja Spiegelman RESIST!" 13 jan 2017

Papel, papel, papel, a roçar no fetiche. Sim: e não podiamos estar mais de acordo. Este formato aqui descrito é o nosso preferido all day every day. E, felizmente, não se limita ao papel. Enter digital, cultura, participação, resistência, e visibilidade desta:

We have work from people across the world… By using the democratic power of the internet, we were able to spread that open call so far and wide that we got all kinds of work we wouldn’t have gotten a chance to see otherwise and putting that together next to Alison Bechdel and Lynda Barry creates a really exciting, new feeling for a magazine.
in "EXCLUSIVE INTERVIEW: Francoise Mouly and Nadja Spiegelman RESIST!" 13 jan 2017

Gostamos do papel, queimamos $$$ todos os meses nesses pequenos artefactos / troféus de encher estantes e nunca comprámos uma BD em digital. Mas de $$$ no digital -e não só- sabem onde estamos, e, como neste exemplo, recordamos: papel e digital não se anulam, reforçam-se.

Mas, tens que querer.

E perdoem as nossas divagações, como nós perdoamos as dos outros. Amén.

um assalto aos céus desencantado