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Por razões de framework total nem só não somos permeáveis nOS POSITIVOS às interpretações noticiosas como, por regra, lhes somos antagónicas. A análise dos media não recai no âmbito dos nossos propósitos, mas como prometido no último post e agora em acelerado já que a eleição do Trump torna a evidência desnecessária - fica o registo para desenvolvimento nas formalidades por vir.

Sobre jornalistas.

Não devemos idolatrar o suposto objectivismo dos media e da espécie: a obrigação de neutralidade de qualquer reportagem noticiosa é por definição a inconsequência da sua relação à verdade. Por sua vez, esta encruzilhada clássica do jornalismo acaba por ser meramente académica já que o primeiro pressuposto apenas aos mais distraídos ou pobres de espírito convence. Qualquer mediação é automaticamente um gesto subjectivo, e antes mesmo de nos preocuparmos com o conteúdo da notícia em si, só o seu formato, posicionamento, duração etc são todos conducentes de sentido. E fora a inferência técnica abordando apenas conteúdo dessas notamos a estranha coincidência de sempre reforçarem uma linha editorial oficial: a voz do dono (*). Sente-te pois à vontade de por defeito simplesmente equiparar "objectividade" a "contenção” na maioria dos casos e em situações mais prementes substitui mesmo por "pura demagogia", e estás em perfeita sintonia à realidade dos factos.

"realidade dos factos": mi-so-funny


Um exemplo típico de objectivação distorcida ao extremo para justificar a imparcialidade quando esta não pode sequer existir é tratada no caso das notícias de linchamentos de negros em NY nos finais de 1890, onde os jornalistas tentavam -segundo a lógica- noticiar a barbaridade de forma equilibrada e -necessariamente- justificando os acontecimentos no que na prática se traduz em complacência por falharem em os reprovar:

"News stories of the period often described with detachment the hanging, immolation and mutilation of people by mobs.
in Wikipedia

E aqui abrimos excepção à não citação de referências extra-webs mas a descrição da Wiki é ela própria demasiado detached se comparada à fonte original. Do livro então:

The coverage of lynching in the Times was generally written in a "balanced" way, with two opposing views presented. But how does one balance a story about lynching? The Times explained how in an 1894 editorial. On the one hand, the Times wrote, people who take the law into their own hands are savages. On the other hand, "the crime for which negroes have frequently been lynched [rape], and occasionally been put to death with frightful tortures, is a crime to which negroes are particularly prone."
in "Just the Facts: How "Objectivity" Came to Define American Journalism Revised (1988) de David T.Z. Mindich

E se já não é mau que chegue, no seguimento de uma tal lógica de objectivação distorcida, à sua complacência acresce-se à necessidade de reportar sobre as duas partes a vontade de as unificar numa só narrativa, com o resultado ainda mais absurdo:

The solution, according to the Times, which could on one hand end lynching, and on the other satisfy the lynchers, would be "to make it again a capital offense, and to see that judicial processes are not so much slower and less exemplary than mob law as they are now." In other words, the solution would be for the government to hang blacks legally and nearly as quickly as the mobs did.
in "Just the Facts: How "Objectivity" Came to Define American Journalism Revised (1988) de David T.Z. Mindich

Não que à data o inverso da neutralidade não fosse igualmente deplorável. O primeiro excerto do David Mindich atrás? Começa com:

By the 1890s the New York Times had embraced (...) the "information" model of journalism, a reliance on "information" as opposed to the "story" model of Hearst's and Pulitzer's papers.
in "Just the Facts: How "Objectivity" Came to Define American Journalism Revised (1988) de David T.Z. Mindich

A devida chamada de atenção pois: o "modelo story" dos Hearsts and Pulitzers deste mundo não serão certamente melhores do que o "modelo information" do New York Times: além de terem entre os dois cunhado o termo "jornalismo amarelo" pelas piores razões conseguiram efectivamente começar uma guerra entre os States e a Espanha. Como sempre, voltamos à base: distrust media.

Voltando à Wiki, sobre o tópico:

Brent Cunningham, the managing editor of Columbia Journalism Review, argues that objectivity excuses lazy reporting. Objectivity makes us passive recipients of news, rather than aggressive analyzers and explainers of it.

Mais da Columbia Journalism Review adiante, antes, as suas propostas:

1. Journalists must acknowledge, humbly and publicly, that what they do is far more subjective and far less detached than the aura of “objectivity” implies.
2. Journalists need to be freed and encouraged to develop expertise and to use it to sort through competing claims, identify and explain the underlying assumptions of those claims, and make judgments about what readers and viewers need to know to understand what is happening. In short, journalists need to be more willing to judge factual disputes.

O julgamento faz parte da notícia e esta não deve ser tendenciosa mas verdadeira - e a distância que os separada é um problema que se pode atribuir à já supramencionada concordância da voz do dono. Mas adiantarmo-nos às nossas conclusões, concluindo a presente passagem, o remate de volta ao que nos ocupa por estas páginas:

Notable departures from objective news work also include the muckraking of Ida Tarbell and Lincoln Steffens, the New Journalism of Tom Wolfe and Hunter S. Thompson, the underground press of the 1960s, and public journalism.
in Wiki

E assim voltámos ao underground press of the 1960 e ao jornalismo de cidadãos. Magia...? Anyway, sobre o underground e a relação aos comics escusamos de os definir. Sobre os últimos:

Also known as "public", "participatory", "democratic", "guerrilla" or "street" journalism, is based upon public citizens "playing an active role in the process of collecting, reporting, analyzing, and disseminating news and information."
in Wiki

Onde nos importa:

Citizen journalism, as a form of alternative media, presents a "radical challenge to the professionalized and institutionalized practices of the mainstream media".

Uma alternativa às práticas profissionais e institucionalizadas dos mainstream media… Voltemos então às atribulações destes. Poucos meses antes do Trump fechar o negócio totalmente não a propósito mas a propósito das nossas preocupações do digital e no seguimento do nosso último post sobre jornalistas e a importância da imprensa local:

Much is made of the decline of newspapers as if we worry about the paper and ink industries. The real worry is news-gathering, and not just in the industry publishing these words.

As yet another newspaper title is withdrawn from publication, a US columnist worries over the implications of a reduction in the number of news-gatherers
in Guardian 11 outubro 2016

Este é um departure das nossas preocupações até ao momento: ocupámo-nos essencialmente dos canais de comunicação e no arranque ao nosso enunciados dêmos por adquirido que nos interessa o overtake da infraestrutura e pouco nos importa co-optar os seus operadores: queremos substitui-los.

Mas os ditos insistem que têm uma função -apesar das evidências-. O racional segue as linhas previsíveis, que, em teoria, até têm a nossa concordância:

The decreasing number of reporters “impoverishes us all” (...) More people covering more things makes government more accountable...
in Guardian 11 outubro 2016

Concluindo que

“I’m with you on the digital revolution, it’s the lack of journalism I can’t face.”
in Guardian 11 outubro 2016

E novamente aqui teremos que concordar com o autor das citações, quer na importância da revolução digital, quer na necessidade do jornalismo. Só não achamos que este deva ser deixado à responsabilidade dos jornalistas.

Ou, adiantado novamente das nossas conclusões e sem surpresas a quem nos segue e ao que pensamos de especialistas, cremos que a sociedade no seu todo será francamente mais justa e equilibrada -note-se a ausência daquilo do "objectivo"- quando todos são jornalistas.

Aqui rol de críticas de profissionais encartados: yadda-yadda-yadda-whatever.

A Internet é óptima para nos exprimirmos, mas expressão não é informação, é algo muito mais fácil. Separar os dois é função do jornalista. (...) a informação é algo de valioso e difícil, que deve ser feito por profissionais.
in Público 1 novembro 2016

Aquilo do especialista e do elitista. E o oposto do elitista é, comos sabemos, aquele do populista.

Sim, há o risco do populismo. Nas redes sociais toda a gente se exprime em condições de igualdade, o que é aparentemente democrático, mas, na verdade, ao abolir-se toda a hierarquia cultural ou intelectual, o que existe é uma tirania da expressão. O que há a fazer? É preciso que jornalistas, professores, empresários, políticos, tenham a coragem de dizer que este espaço de expressão é um progresso, mas que não substitui as competências do político, do militar, do cientista, do jornalista.
in Público 1 novembro 2016

Ao teen iluminado que nos lês, por onde começar? As redes sociais não são elas próprias primados de neutralidade e verdade, igualdade e liberdade de expressão não deviam simultaneamente clamar por gatekeepers, hierarquias de cultura e intelectualidade são ridículas e da listagem acima há que manter o professor e o cientista e os restantes podiam finalmente fazer o favor de "desaparirem".

Todos nós, investigadores, jornalistas, políticos, achávamos que mais informação era mais verdade (...) Mas ninguém antecipou que o aumento da velocidade e a pressão da concorrência implicavam riscos, e que a informação em directo, que julgávamos mais próxima da verdade, podia afinal errar muito, porque não há tempo para verificar.
in Público 1 novembro 2016

Não, não, não sejamos infantis, não é a imediaticidade da informação, sempre e always, é a sua mediação. Enquanto sujeitos houverem, haverá subjectividade:

Também não se pensou que quanto mais informação existisse, tanto mais rumores teríamos, porque os homens são complicados e há muita gente que se está nas tintas para a informação verificada e prefere os rumores e as teorias da conspiração.
in Público 1 novembro 2016

Nitidamente, a educação é parte fundamental à emancipação da humanidade - uma coisa de cada vez e não nos deixemos desmotivar pela imensidade da tarefa. Ó para nós, havin' fun e ao mesmo tempo a tentar deixar mais informação aos teens para estes pensarem por si mesmos. Ao contrário do princípio de que um poucos escolhidos nos devem traduzir a realidade, queremos suprimir o middle man.

Uma coisa que me deixa tristíssimo é ver os jornalistas a passarem horas na Internet, a darem a volta ao computador em vez de darem a volta ao mundo, quando fariam muito melhor em sair e investigar.
in Público 1 novembro 2016

Concordamos. Mas melhor ainda, é emancipar e capacitar todos para o fazerem. E a tech existe agora.

Há uma fascinação pelas tecnologias de informação que é preciso travar: não é a tecnologia que faz a informação, são os homens. Eu acho que o jornalismo acabará por reagir e saberá tirar desta revolução técnica o que ela tem de bom.
in Público 1 novembro 2016

Sim. Aquilo da emancipação.

Diante do computador temos uma sensação de liberdade, mas dever-nos-ia preocupar a contradição entre esse sentimento de liberdade e o facto de a Internet ser dominada pelo poder económico, financeiro e técnico do Google, da Apple, do Facebook, da Amazon.
in Público 1 novembro 2016

Melhor se for dominada pelo poder económico de quem então? E, a esse propósito, esta é particularmente perigosa:

Há uma mentira sempre repetida: a que diz que se aplicarmos uma lei à Internet é o fim da liberdade. Na verdade, é o inverso: é a lei que permite a liberdade, que protege o fraco, sem ela temos a lei do mais forte, e o mais forte é hoje o poder financeiro. Falamos da Internet como símbolo de liberdade, quando ela está ligada aos grandes poderes imperiais do século XXI: Google, Apple, Facebook, Amazon. É uma contradição que se pode resolver, desde que se aceite que o progresso técnico é óptimo, mas que agora é preciso introduzir regras sociais, políticas, culturais.
in Público 1 novembro 2016

---porque quem muito insiste nessa regulação (leia-se "efectivar monopólios") são os ditos imperialistas do séc XXI que querem impedir qualquer concorrência onde possível.

E agora a resposta a esses e outros tantos: Trump, ouviste falar? Siga. Voltemos pois ao Columbia Journalism Review um dia pós-Trump, e deixem-nos puxar do tamanho de font:

Journalism’s moment of reckoning has arrived.

Its inability to understand Donald Trump’s rise over the last year, ending in his victory Tuesday night, clearly stand among journalism’s great failures, certainly in a generation and probably in modern times. (...) In terms of bellwether moments, this is our anti-Watergate.
in CJR 9 novembro 2016

Fuck it, citavamos acima o New York Times a propósito de linchamentos. Terão aprendido a lição ao fim de 125 anos? Do dia a seguir à eleição do Trump:

Mainstream media organizations scrambled to catch the bus that had just run them over

News media failed to present a reality-based political scenario, then it failed in performing its most fundamental function.
in NYT 9 novembro 2016

Guess not. Dizias que...? Posso, então? Com licença, e, for tha record, também já tivemos um papelinho de bolso que nos dizia jornalista, se o encontrarmos metemos aqui foto.

(Não encontramos... é para o melhor: as nossas crónicas à altura, passe a verdura da juventude eram já de contracorrente e, como na relação a qualquer escrito que tenha mais de dois meses, renegamos completamente no mais pleno embaraço, como de resto provavelmente faremos às nossas teses - por altura da sua conclusão já teremos repudiado o seu inicio.)

O anterior lamento ao fim do jornalismo é retirado de um contexto que aborda com especial interesse o jornalismo local - se seguirem o link no Guardian vão parar ao texto original, como todas as outras ligações a leitura é recomendada. Não vamos reproduzir novas citações - queremos recordar-vos o que já antes escolhemos destacar sobre a particularidade desse jornalismo de proximidade:

You are working for a much smaller audience, but it’s focused and you can really gain some notoriety locally. And there’s nothing like upsetting locals.
Making fun of the president feels more glorious, but going after the mayor hits harder.
The readers are more connected to local work.

E o que acrescentamos sobre a proximidade e localidade de áreas de intervenção no digital: estas não são mais áreas geográficas mas áreas de interesse. Acresce ainda ao digital, como já o dissemos, que este favorece a concentração de ideias iguais na oposição à diferença: no realm do digital -redes sociais acima de tudo mas não exclusivamente- há uma menor abertura ao contrário e uma concentração em torno de qualquer validação às opiniões já formadas. Conseguiremos demonstrá-lo e no processo exemplificar a falência do modelo tradicional de jornalismo? Nigga, please.

Novamente, dias antes do Trump, novamente do Columbia Journalism Review, começando pelo óbvio dilema de uma demasiada próximidade ao tema em reportagem - o título da peça “Journalists too easily charmed by power, access, and creamy risotto”

The Clinton campaign setting up off-the-record dinners and cocktails with John Podesta, the campaign chairman

According to the leaked email, the dinner had five goals for the Clinton campaign: “Getting to know” reporters closely covering Clinton; “setting expectations” for the announcement and “launch period”; “framing” Clinton’s message and the race; “demystifying key players” on Clinton’s campaign; and “having fun and enjoying good cooking.”

The goals (...): for a person in a position of power, in this case Hillary Clinton, to groom a friendlier press corps (…) implicitly or explicitly, that these events exist solely to advance the agenda of a particular candidate

The emails may highlight business as usual, but it is a business practice that has helped stoke distrust of the press in 2016

Journalists mostly shrugged at the revelations.

in CJR 4 novembro 2016

Business as usual. Mais:

But outsiders not privy to the favor trading of traditional journalism are right to decry the clubby relationship between reporters, particularly those covering presidential candidates, and the campaigns they must hold accountable. In an election year that has been defined by the failure of elite political operatives and members of the media to anticipate the volcanic discontent that drove the insurgencies of Donald Trump and Bernie Sanders, the idea of reporters and campaigns periodically shedding their oppositional roles to party together seems particularly odious.

Com duas óbvias consequências:

Socializing with powerful people can soften reporting. You’re less likely to spit in the face that’s smiling back at you from across the dinner table.

If you’re an emissary from a marginalized group hoping for the ear of the campaign press corps, you’re out of luck.

E uma excelente conclusão:

The best reporting is done on the margins, away from the siren charms of power and prestige. “It is more difficult to challenge a man’s facts over cocktails than over a conference table”

Sem sair do Trump e da Hill porque a ocasião se presta à coisa para demonstrar o fracasso absoluto do jornalismo as usual - contando obviamente que nos próximos tempos se encontrará uma qualquer narrativa que os escusará de um mea culpa demasiado oneroso além do recomendável às circunstâncias- a proximidade destes à senhora Clint foi registada além do alegre convívio: outra peça do mesmo sítio como sugestivo título "Journalists shower Hillary Clinton with campaign cash”

Conventional wisdom holds that journalists are bastions of neutrality who mustn’t root for Team Red or Team Blue, either in word or deed. But during this election season, several hundred news professionals have aligned themselves with Clinton or Trump by personally donating money.

People identified in federal campaign finance filings as journalists, reporters, news editors or television anchors—as well as other donors known to be working in journalism—have combined to give more than $396,000 to the presidential campaigns of Clinton and Trump, according to a Center for Public Integrity analysis. More than 96 percent of that cash has benefited Clinton.

Major news organizations often restrict their journalists from making campaign contributions. The overriding concern: contributions will compromise journalists’ impartiality or seed the perception that journalists are biased.

in CJR 17 outubro 2016

No shit. E pelo lado oposto, a relação dos media com Trump foi de mal a pior - e contamos que pior irá ficar. A recordar da peça, sobre a campanha:

Although Trump has often been more accessible to news reporters than Clinton, his campaign has banned certain organizations from his rallies, and he regularly complains about his coverage by the “crooked media.” (…) “Considering that we’re witnessing the single biggest coordinated media attack in political history, it should come as no surprise”.

Proximidade. Acresce agora o digital, já em jeito de conclusão.

Digital e redes sociais:

Social media played a role, enclosing reporters in echo chambers that made it hard, if not impossible, for them to hear contrarian voices

Digital e financiamento:

The brutal economics of the news business hurt all our efforts, decimating newsrooms around the country and leaving fewer people to grapple with what was a gargantuan story;

E da constatação:

Journalism’s fundamental failure: it is rooted in a failure of reporting.

Too often, the views of Trump’s followers—which is to say, the people who just elected our next president—were dismissed entirely by an establishment media whose worldview is so different, and so counter, to theirs that it became chic to belittle them and wave them off.

Quando o autor da peça diz que o "reporters’ personal views got in the way of their ability to hear what was happening around them” ele não acusa que o jornalista deva voltar a fingir-se objectivo e neutro, antes pelo contrário apela que este assuma um julgamento, mas que o faça também baseado no segundo pressuposto que acima descrevemos: na distância que vai entre a verdade e o tendencioso. Ie:

Breaking out of the reporting silos of official agencies and spokespeople; and de-emphasizing social media so people can pursue stories that are important and true, but may not result in a flurry of retweets over a 15-minute span.

A return to journalism’s oppositional roots; it has done reporters no good to think of themselves as part of the establishment or a megaphone for the conventional wisdom. We need to embrace, even relish, our legacy as malcontents and troublemakers, people who are willing to say the thing that makes everyone else uncomfortable.

O artigo chama-se "Here’s to the return of the journalist as malcontent”. Hear hear.

Porque achamos que o jornalismo é demasiado importante para ser deixado aos jornalistas? Acabámos de demonstrar a falácia destes inúteis modernos. Acreditar no potencial do jornalista crescido e alimentado numa redação orientada ao mercado faz tanto sentido como acreditar que as jotinhas produzem os bons políticos do amanhã.

A propósito do Trump-a-Cli(n)t, esta vcs não têm como saber mas faz o pleno da coisa àqueles que o sabem:

A relação Trump/media é muito mais abrangente do que a aqui resumida a propósito da falácia do jornalista profissional. Antes este era contido pelo establishment, prevê-se que os novos powers that be os venham a perseguir: a importância do public citizens playing an active role in the process of collecting, reporting, analyzing, and disseminating news and information continua a ser a melhor estratégia de resistência agora que o digital o suporta.

Terminamos com uma citação do TCJ de hoje e do "potential erosion of press freedoms"

Cartoonists have historically played a small but special and important role in times of political and cultural crisis: giving vent to anger, attacking powerful and oppressive forces, providing emotional comfort to the afflicted, helping to focus attention on absurdities and wrongdoing and means of action. Those of us who value the art form should be vigilant in our support for and defense of those artists brave enough to tell the truth in the days, months, and years ahead. It should go without saying that this is only one small part of a wider range of vital struggles, but it should not be forgotten, here least of all. We will need as many courageous artists as we can get. I hope they are out there.
in "Through the Graves the Wind is Blowing" 11 novembro 2016

* Fazemos questão de conseguir retratar os webcomics et punx só na base de artigos online que partilhem do momento, mas se começámos a citar autores: o "Manufacturing Consent: The Political Economy of the Mass Media" de Edward S. Herman e Noam Chomsky seria talvez a leitura mais imediata sobre a "voz do dono” no jornalismo - e algures devem conseguir encontrar também um update do mesmo ao pós-web.

leituras adicionais

  • jornalismo
  • reckoning

"After a truly grueling year for the media industry, the hardest part is yet to come."

If 2016 was about dismantling institutions of every shape and size, 2017 will have to be about picking up the pieces and figuring out where to put them now.

in "2016: The Mainstream Media Melted Down as Fake News Festered " 26 dez 2016

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