sorry folks: u forgot tha say 'please'
voltaremos quando vos for mais inconveniente

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come back on ur 3rd time around...

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...and tha hell we're bound, mas ao menos vamos com o consolo de estarmos certos.

Vivemos tempos extraordinários para quem está no cruzamento das tecnologias, estas e (outro tipo de) cidadania, novos e velhos media, jornalismo, publicação, comunicação, política, nazis, punx, militâncias várias, contra-cultura, culturas de resistência e cultura popular, hábitos, usos, artefactos, artes e -havemos de lá chegar novamente, patience!- comics. Mesmo o “como” estes entram - depois de nos debruçarmos sobre a naturalidade do meio ao digital e da sua longa relação à imprensa – não podiam estar mais na ordem do dia com as redes sociais a deram o pedra-de-toque necessário com o seu pequeno-grande “escândalo” de notícias falsas e trolls. Reinvenção dos media, empowerment, alternativas, populismos, autenticidade. Bless u jiisus. Este ano damos por terminada a nossa experiência no ensino superior – 16 anos a leccionar na Universidade – para dedicarmos o nosso tempo a outras prioridades: timmin’-be-peeeerfect!

Mal voltámos a olhar mais para o panorama nacional desde as eleições: pequeno interlúdio para nos mantermos a par. BD em PT, que temos? Supresa: poderá a aproximação às nossas teses ocorrer de uma forma diferente da que previmos? Diz-nos Pedro Cleto (ontem) que (hoje):

A Comix mais tecnológica de sempre chega às bancas amanhã (...) Patópolis estará imersa no mundo digital. A questão que fica é… Será isso algo que trará mais benefícios ou malefícios? (...) Pronto para dares um passo para o futuro?
in "Nas bancas: Comix #185" 22 nov 2016 sobre 23 nov 2016

A bem dizer, com dizeres de terceiros, o que torna difícil de escolher o mais lamentável: o conteúdo ou a forma. Anyways, same ol' same ol'? nada a declarar por aqui parece. Má sorte nessa porta, tentemos a imprensa nacional. Além do ritual de lo habitual já se acusam por cá as referências às notícias falsas do Facebook. O exemplo que se segue é simpático, não se limita a papaguear comunicados da Lusa e ilustra com um exercício de memória, coisa rara por estas bandas:

A reportagem era assinada pela jornalista Tereza Coelho (1959-2009) que, no primeiro parágrafo, desvendava a razão do título: “É sobre o concerto de Donovan na quarta-feira em Lisboa, mas com outro título ninguém lia. (...) O título cumpria os objectivos que Tereza Coelho pretendia: o declarado (aumentar a visibilidade do artigo) e o substantivo (pôr em discussão os critérios editoriais dos jornais, os critérios de leitura dos leitores e as relações entre os dois) e foi usado durante muitos anos em acções de formação de jornalistas para este último fim. (...) A provocação de Tereza Coelho punha em evidência a perversidade do jogo em que a imprensa estava a mergulhar para garantir as audiências que assegurassem a sua sobrevivência.

Site(s) de notícias falsas, o negócio do ano. Como é que publicar notícias falsas dá dinheiro? É que uma notícia falsa atrai mais leitores precisamente porque é falsa. Porque o conteúdo pode ser tão bizarro ou escandaloso quanto se queira e não custa quase nada a produzir porque não é preciso fazer entrevistas, deslocações e investigação: basta sentar-se à secretária e inventar. E o tráfego gera receitas através da publicidade que é colocada no site.

José Vítor Malheiros in Público 23 nov 2016

Passe, claro, a ironia de o fazer onde o faz. Hoje também, mesmo jornal, um printscreen do feed onde agregamos notícias, que, como já o dissemos, não perdoa ou esquece os erros. Case in point:

Por onde começar? Banqueiros que nos dizem que tudo vai bem e quem diz o contrário é ignorante? 'migos, falamos daqui a 3 meses...? A jogar ao adivinha o Presidente? Só pode correr bem. Andróides e ovelhas eléctricas + a realidade é um embuste? Já por lá andámos no âmbito da inteligência artificial e, de resto, Pedro Cleto recordou-nos do mesmo há pouco. Apesar de morto Prince continua a publicar? Money trully makes tha world go round.

Por falar em $$$, as duas notícias da "última hora" que nos importam: "Portugal coloca 1000 milhões em Obrigações de Tesouro a juros quase inalterados" lado-a-lado (baixo-a-cima?) com "Portugal coloca 700 milhões em Obrigações de Tesouro a juros mais altos". A diferença da contradição? Uns poucos minutos, muita pressa e 300 milhões. Ainda bem que o bom jornalismo de referência se mantém e aconselha e não se resume a press-releases das agências. É.

23 de Novembro de 2016, 11:06 actualizada às 11:34 Notícia corrigida e com novo título

E "corrigido" é eufemismo ou normalização de "desmentido"?

By tha way, e voltando às nossas teses - não conseguimos desligar :) -, a propósito de larger frameworks: a prova de que o mercado faz o mundo rolar?

"Facebook ensaia ferramenta de censura prévia para o mercado chinês" 23 nov 2016. Afinal e depois de tanta conversa em contrário, o FB consegue censurar conteúdos e não lhe custa dar o jeitinho quando o incentivo está lá. E back to business!

"...outras prioridades."

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