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Depois de semanas a tratar -gostaríamos de arrogar trato de tratado mas não fizemos o esforço- sobre a problemática dos erros, o Comics Journal lá nos conseguiu acompanhar e ontem publicou uma coluna crítica sobre – wait for it...: - a problemática dos erros. OS POSITIVOS: ahead of tha curve, biitchis (1).

Desde o Pedro-David-Pedro que nos apercebemos do quanto passamos despercebidos por quem nos lê e tornámo-nos mais conscienciosos sobre o tema. Não que antes não fosse um tópico, mas não lhe dávamos grande mérito: sempre assassinámos o PT acreditando que conseguiam distinguir o acidental do intencional.

Dica, desconfiem sempre: se a palavra rima, ou se o sentido dá-se a insinuações, é intencional. Se antagónica à ideia principal, é intencional . Se se aproxima da oralidade, é intencional. It goes on. Se é gralha, é preguiça: my bad. Se o sentido não tem sentido mas passa por palavra, foi mesmo o filha da puta do autocorrect. Pessoalmente: sabemos que as gralhas fazem parte do ADN d’OS POSITIVOS e quando leem P+ sem erros saibam que estão a ler BD contrafeita made in china - já o goddam autocorrect irrita-nos porque nos descaracteriza completamente.

Intitulada "Error Report?: Comics, Text, and Editing" - só o título senhores, só o título! o que podíamos fazer aqui! e o resto também se dava a desenvolvimentos (2) - o Ken(ny) Boy – estivemos com ele há pouco tempo - levanta algumas questões interessantes enquanto se oferece descaradamente como revisor às bds do Brandon Graham – de quem teremos que falar um dia destes: o seu King City tem que ser revisitado neste espaço condignamente. As observações de Ken não são nada de particularmente acutilante, devem já ter sido tratadas em centena e meia de artigos sobre texto-em-cómicos, mas no meio encontramos aquele resumo que nos vale a citação para arquivo:

“I’m not saying that there is a “grammar of comics prose” that would make it easy to definitively label something “correct” or “incorrect.”  The medium is far too fluid for that. But we could say that each cartoonist or comic creates their own temporary internal grammar — and it’s worth asking what ideas that grammar involves and if the artist/comic follows it.

Sublinhado nosso. Claro que, também há isto:

“Yet sometimes a mistake is a mistake. It can’t be explained away as poetic or “cartoonistic” license, or as somehow intentional.

Estamos cientes dos dois, trabalhamos no primeiro mas aceitamos a inevitabilidade do segundo. Fode-nos é quando confundem os dois.

Segue-se o small print:

  1. Apesar de só ter sido publicado ontem, 31 agosto 2016, no final do longo-longo-looongo ensaio e em jeito de rodapé entre parêntesis é colocada a informação que o texto foi escrito em “late 2015”. Mais ou menos nos estragavam todo o “ahead of tha curvethingy não o tivessem enterrado no final da mesma: assim só se dão mais a jeito ao modus operandi dOS POSITIVOS. Fica portanto aqui, também em rodapé, a clarificação – hey! nós nunca faltamos à verdade ya punx e devolvemos sempre na mesma moeda: se alguém sai daqui com a ideia errada é porque não nos leu com a atenção devida. Ur problem.
  2. Erros? Poesia? Prosa? Citação! (3):
    “(...) o que ele fez toda a vida não foi prosa, mas fala. A prosa é a forma escrita da expressão deliberada, um meio que se pode transformar em arte. É tão artificial como o verso. Enquanto a fala é hesitante, vem por fragmentos, repete, usa os qualificativos após a ideia e muitas vezes deixa esta incompletamente expressa, a prosa tem por objectivo o pensamento organizado em unidades completas. (yadda yadda yadda bada bing, bada boom) a prosa não respira, antes sufoca
    E enterramos esta em rodapé também: acabámos de fazer o que fizemos na nota 1. Oh, we evilz!
  3. (Nota sobre nota? Call it my temporary internal grammar!) Se alguma vez vos parece que estamos a reunir citações a torto e a direito é mesmo porque as iremos revisitar eventualmente num único e exaustivo tratado mais adiante. Este poderá, por exemplo, começar com mais este início de citação que se segue:

« Antes de o condenarmos como alguém a quem o infortúnio azedou - »

-…e o resto basicamente escreve-se sozinho.


“...as excentricidades da sua carreira mostram um intelectual do tipo moderno, mais do que o homem da razão e autocontrolo convencionalmente associado à noção de classicismo (...) Os prefácios às suas peças sugerem (disfarçadamente) uma consciência arrogante do seu próprio génio.

E o que cortámos entre parêntesis tb é revelador :)

melancólico