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"Mas que coisa é esta?"

Uma revolução que irrompe de um acontecimento trivial (...) é motivo para infinito espanto.

“Jovens fogosos de esperanças excitadas pelas ideias que andam no ar, arruaceiros à procura de diversão e tipos rancorosos”

Mas que coisa é esta? Concretamente: jovens fogosos de esperanças excitadas pelas ideias que andam no ar, arruaceiros à procura de diversão e tipos rancorosos. Os excêntricos e os loucos tolerados saem das casas, os criminosos abandonam os esconderijos e todos se manifestam.

As boas maneiras são escarnecidas e os costumes transgredidos. A linguagem obscena e o insulto directo tornam-se normais, para condizer com o resto da excitação; os edifícios são desfigurados, as imagens destruídas, as lojas pilhadas. Passam de mão em mão folhetos impressos que são lidos com deleite ou indignação – “Oiçam isto!” Multiplicam-se os debates inflamados a respeito de coisas há muito estabelecidas: fala-se de (...) varrer todos os males, toda a corrupção, tudo de uma vez – tudo coisas novas para uma vida abençoada sobre a terra.

Dá-se um nivelamento curioso: as pessoas comuns aprendem palavras e ideias que não conheciam nem lhes interessavam, e discutem-nas como intelectuais, enquanto outros negligenciam as suas inquietações habituais – a arte, a filosofia,  o conhecimento -, porque há um único assunto compulsivo, a Ideia Revolucionária.

Os ricos e os “bem-pensantes”, cheios de medo, juntam-se para defender os seus bens e hábitos. Mas as opiniões dividem-se e muitos vêem os seus filhos a “tomarem o partido errado”. Os poderosos interrogam-se e mantêm-se atentos, pensando na maneira de tirar vantagem da confusão. Os líderes de opinião tentam reunir algumas das ideias que andam no ar de modo a poderem lutar por elas. Tranquilizam os outros ou pregam a audácia, e, de uma maneira ou de outra, encabeçam o movimento.

As vozes tornam-se estridentes, formam-se partidos que adoptam nomes, ou aos quais se impõem rótulos por escárnio e desprezo. Muitas vezes dá-se o choque de amizades que se quebram, há famílias que se desfazem. À medida que o tempo avança, “a traição à causa” é uma acusação incessante – e, na verdade, aparecem os vira-casacas. As autoridades estão desnorteadas, os dirigentes das instituições tentam alternadamente a ameaça e o compromisso, na esperança de que o surto de subversão se malogre como os anteriores. Mas nada disso detém essa transferência de poder e propriedade que é a marca da revolução, e que, no final, institui a Ideia.

Barzun

Falávamos de revolução há dois dias atrás... Para nosso espanto: cinco páginas dentro do primeiro capítulo e 844 to go! e as expectativas continuam a subir para as férias. Por este andamento, fuck os side projects, who cares?! Única correcção que propúnhamos: em vez do "passam de mão em mão folhetos impressos" actualizávamos para "fazem-se likes no facebook" e "publicam-se em sites obscuros tiradas incompreensíveis de humor e depressão com outras cenas de BD à mistura". Fora isso, fica o apontamento: saberás reconhecer o momento?



"tirada incompreensível de humor e depressão com outras cenas de BD à mistura"

xtra: fam-pict!

-dad...?
-boy...?
-whatchadoin'?
-just readin'...
-'bout?
-tha giants whose shoulders we stand on
-whaaaaaaa-?
-revolutions and stuff
-let's revolt and wreak havoc!
-ur momma would beat tha crap outta me...
-u wuss! u used ta be hardcore, now u hardly care!
-u can have candy...
-u tha best, dad!

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