sorry folks: u forgot tha say 'please'
voltaremos quando vos for mais inconveniente

first time? drop dead.
come back on ur 3rd time around...

anti-teses

art$$$y

Podemos acusar ao sucesso dos graphic novels a oportunidade de colocar bonecos frente a adultos que de outra forma teriam ficado pela desconstrução da fotografia ou outros vídeo-ais. Até certo ponto uma derrota moral dos comics perante os gostos culturais de uma elite: a necessidade de embrulhar pulp descartável entre capas duras. Razão evidente, a respeitabilidade fomenta todo um mercado de mais-valias. Artistas, editores e distribuidores todos ganham com o valor acrescentado à obra, académicos e críticos idem. Se a leitura final ganha ou perde nesse processo, depende mesmo da sujeição que os anteriores consignam à autenticidade da peça no seu final, tendo esta saltados por todos os hoops exigidos em status.

Talvez possamos entender os art comics como uma negação do status quo, uma bofetada como antes de si outras guardas avançadas o tentaram: não tiveram pudor em desprezar abertamente a vertente comercial / industrial dos comics, porquê não estender-lhes o benefício da dúvida quando o mercado da arte se presta a absorvê-los..?

Menos evidente, o esforço do autor individual que utiliza o meio como forma de expressão. A distinção, difícil de conseguir. Arte e art comics aparentam-se, art comics e punks também: confundem-se no avant-garde. Todos desconfiam de todos, partilham-se maneirismos mas fazem-no com cálculo – ainda que só alguns consigam fazer as contas.

Impossível de não notar que em torno destas comunidades arsty existe um mercado editorial profissionalizado, com coleções, editores, critérios de selecção, eventos, exposições.

Os excessos de abundancia editorial que os anteriores critérios visam cercar apenas se tornam excessivos onde alguém algures precisa de capitalizar sobre eles: o punk e o artista são ambos críticos à sua maneira, mas apenas um deles faz dessa crítica um argumento de venda.

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