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Que direito temos nós de lhe atribuir uma tarefa que não está no horizonte das suas promessas? Fazer dos media o alvo de todas as críticas, a propósito de matérias das quais eles se alhearam há muito, é errar o alvo e uma perda de tempo.
in "Criticar os media em vão" 9 jun 2017

O nosso cronista preferido de sexta-feira cita Enzensberger 1988 para início de hostilidades a propósito da inutilidade de uma crítica mediática que falha em reconhecer o que não é pelo que é. Palavra a AG:

"O grau zero dos media ou porque é que todas as queixas contra a televisão são sem objecto": porque consistem em criticar a televisão em função do que ela não é, como se não estivesse a cumprir a sua missão. Ora, aquilo que ela faz com grande diligência é precisamente cumprir a sua missão.
in "Criticar os media em vão" 9 jun 2017

O mote está dado para a nossa entrada de fim-de-semana, mas enganam-se se pensam que vamos falar dos media: estes dividem da nossa amargura com os cómicos. Destes portanto, e os media em sucedâneo. Sem acusar o tópico queixamos-mos há poucos dias de protelar a entrada à autenticidade, mas andamos a rondá-la nos últimos posts. Resumo possível: dos que apontam o dedo, dos que se debatem com compromissos, o sell-out e a possibilidade de corromper por dentro quando não os podes vencer. Parte do debate passará por reconhecer que os comics hoje simplesmente não são como gostávamos que fossem - e essa constactação não os invalida. Novamente socorremos-mos das palavras da peça citada que resume o sentimento:

Mas as coisas são mais claras do que nunca.
Também a Feira do Livro constituiu durante anos um alvo das minhas críticas. Hoje, posso dizer que também aí não tinha razão e venho pedir desculpa. Não é que a feira tenha melhorado. Usando os critérios que me serviam para criticá-la, até piorou. Tudo o que nela era mau chegou ao estado de exasperação. [Mas] mais uma vez, se me pusesse a criticar a Feira do Livro estaria a tomá-la por aquilo que ela não é. Os que se sentem deserdados e expulsos das feiras do livro que vão para outras paragens. Mas deixem-na para quem a quer e para quem ela serve.
in "Criticar os media em vão" 9 jun 2017

Live and let live. Excepto que, se nos lêem, sabem que também não é assim tão simples.

É claro que tanta indulgência e compreensão esbarra neste problema: a feira existe para ser o que é, mas também para impedir que outras coisas sejam.
in "Criticar os media em vão" 9 jun 2017

Capitalismo: still on topic hem? Do "princípio da concorrência", aquilo de impedir outros.

É que se aliena uma boa parte da clientela que acaba por concluir, tal como eu, que até as suas queixas são sem razão porque elas pressupunham uma linguagem comum, um princípio de entendimento que na verdade não existe.

Não é um princípio difícil de entender. Ilustremos, outra fonte, outra "crónica", outro sucedâneo aos comics – aqui, a música como artsy-fartsy. Mesma porra, mesmas dúvidas existenciais.

De Pedro D'Apremont: reparámos nele pela sua peça anterior 5 mar 2017 no Vice US mas pouco mais sabemos do autor. Uma pesquisa rápida na net diz-nos que "à 12 ans, il découvre Crumb et la bande dessinée underground brésilienne. Ce qui le conforte dans son envie de devenir dessinateur" s/d, reforçado com algumas menções perdidas de publicações indy, gostos musicais interessantes e tiras cruzadas ao tipo de humor que conseguimos apreciar. Podem saber mais no seu -tst!- Tumblr.

Mas, e se nos lêem, sabem que ao contrário de AG só nos revemos até meia frase na sua premissa base:

Esta comparação subentende uma queixa, mas devo dizer que só a formulei para dizer a seguir que é uma queixa sem razão.

OS POSITIVOS: porque temos sempre razão.

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