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Maybe I’m just getting middle-aged. But there are weeks when all that seems an inordinately high price to pay for a convenient means of swapping gossip and cat videos.
in "Manchester conspiracy theories reflect the price we pay for social media" 26 maio 2017

Uma das frentes que nos escapou quando nos propusemos a teorizar sobre webcomics et punk na relação da tecnologia-media foi a amplitude que a primeira assumiria. Sempre comparámos o FB a mais uma fad que desapareceria findada a novidade e substituído por qualquer outra moda, como se sucedeu a todas as iterações anteriores, do seu antecessor imediato MySpace ou retornando ao velho mIRC dos primórdios da história. Nessa equação a variável que não calculamos e principal "disruptor" foi o omnipresente smart phone com internet de bolso, em todo o lado, a toda a hora. Fastforward presente, e a tech deixa de ser um meio para um fim para se tornar o próprio fim. Exemplo: os media. Aquilo do meio e da mensagem, mas agora nem aos mais distraídos ainda escapa que a tech não é apenas o canal. A imersão é de ordem social.

Ainda em prelúdio ao Mark F, um ponto de situação: Facebook, circa meio ano de 2017, tão poucos dias depois de aqui termos estado. A relação dos media com o FB não melhorou, e como esperado a cada oportunidade os primeiros tentam abrir brechas. Aliados ao seu velho par de danças, a fricção às autoridadesnão pode ser ignorada.

No rescaldo de mais um atentado em UK, Manchester, dois meses depois de Westminster, e três dias depois de The Guardian publicar as guidelines internas do FB para a censura de conteúdo - e o que este considera aceitável na sua rede: o FB deve ser regularizado, regulamentado, sujeitado, submetido. Este título não podia ser mais elucidativo do momento:

"In Europe political attitudes to Facebook are changing" 18 maio 2017

A propósito das multas que se sucedem para defender a privacidade dos seus utilizadores citam-se os casos de França, Itália, Belgica, Alemanha, e da impotência desses quando se torna necessário subir à Comissão Europeia como única entidade de aprovar consequências substanciais dada a natureza legal da corporação sediada na Irlanda.

Where once there was a feeling that the capitalism and tech ideas coming from the US were good for Europe, attitudes are changing. Politicians across Europe have started to question the role of tech giants in EU member states. The political attitude across Europe’s is changing now heading towards the conclusion that something must be done.
in "In Europe political attitudes to Facebook are changing" 18 maio 2017

Se os Estados não podem cooptar o FB, estala o verniz.

Facebook counts a quarter of the world’s population – 1.94bn accounts – as monthly active users, WhatsApp has 1.2 billion users, while Facebook-owned Instagram has 700m monthly active accounts. This vast scale has given it an air of an unstoppable behemoth trampling over rivals and across borders.
in "In Europe political attitudes to Facebook are changing" 18 maio 2017

Das fronteiras, toca aos Estados. Nos rivais, inclui os media. Onde toca aos últimos, same 'ol $$$:

Facebook’s main engine is its advertising business
The reason Facebook is so good at attracting advertising and is in the process strangling traditional media – is the sheer amount of data it holds and employs to better target ads at users.
in "In Europe political attitudes to Facebook are changing" 18 maio 2017

Onde voltamos aos primeiros:

Facebook is more deeply integrated into users’ lives than most apps and is no longer just an app users might tire of and discard. It has also amassed an almost unrivalled amount of data on citizens around the world.
in "In Europe political attitudes to Facebook are changing" 18 maio 2017

E todos sabemos a quem cabe manter dados sobre os cidadão do mundo. E nesse tópico será importante não esquecer o óbvio:

Facebook is not alone in this; it is Google’s primary business model too.
in "In Europe political attitudes to Facebook are changing" 18 maio 2017

Os powers-tha-be não parecem esquecidos. A Comissão Europeia, recorde-se, "has led investigations into Google, Apple, and others" - others como a Microsoft. O Google não escapa ao esforço de regulamentação, tão intrusivo na nossa rotina diária quanto o FB, mas porque opera de forma mais invisível onde o FB se tornou a praça pública global segue estes desenvolvimentos em segunda linha - não há tanto tempo atrás também teve as suas desavenças por via da sua "rede social", o Youtube, e também à razão de publicidade e terroristas.

Mas é o FB que está no front line. Continuando no assalto à rede do Mark Zee:

Linked to this is an anxiety that the online war is being lost.
Many of the initiatives reflect concerns about Facebook in particular.

For all the harsh words and threatened fines that have been thrown at social media companies over recent months, in the UK and across Europe, there is a feeling that they are not doing nearly enough, quickly enough, to tackle the problem.
MPs delivering an unusually withering assessment of the tech industry: "There is a great deal of evidence that these platforms are being used to spread hate, abuse and extremism. That trend continues to grow at an alarming rate but it remains unchecked and, even where it is illegal, largely unpoliced. The evidence suggests that the problem is getting worse."
in "Social media, extremism and fears we are losing the online war" 25 maio 2017
Government sources have said that May would want to see social media companies that do not take action over inflammatory content to be held to account – although they added they hoped that change would come about voluntarily. Cooperation between major industrial countries could help force the social media companies to:
  • Develop tools that could automatically identify and remove harmful material based on what it contains and who posted it
  • Tell the authorities when harmful material is identified so that action can be taken, and
  • Revise conditions and industry guidelines to make them absolutely clear about what constitutes harmful material.

in "Theresa May calls on tech firms to lead fight against online extremism" 25 maio 2017

E aquilo de o fazerem de forma voluntária, não um pequeno detalhe a deixar escapar, mas preocupar-nos-emos com esse mais tarde. Temos agora que fazer o papel do advogado do diabo. Queremos mesmo criar as condições dos Estados policiarem a Web como descrito atrás? (Resposta, "não") Se a internet é o lugar onde se conquistam "hearts and minds", devemos crer na benevolência de quem nos oprime - perdão, governa? Sabemos que a nuance está toda no último item, "hat constitutes harmful material", e dependendo do teu sentido de awareness à ilusão de que "não há alternativas", saberás como rapidamente essa se torna elástica para incluir propósitos e excluir proposições.

É complicado. Exemplifiquemos. Alguma forma de decidir certo e errado, ciência-alike? Não. Do caso em mãos:

Facebook cannot stop hateful material being published.
Facebook executives seem genuinely hurt by accusations they are not doing enough, and are offended by the idea they do not take these matters seriously, the fact remains that it is really struggling to contain the problem. Its moderators told the Guardian they face a "mission impossible" trying to keep the site clean.
in "Social media, extremism and fears we are losing the online war" 25 maio 2017

Mesmo recorrendo a "software that stops some images" e "investing heavily in artificial intelligence" -

The truth for Facebook, and for May, is that any number of moderators, and any number of algorithms, might not be enough.
in "Social media, extremism and fears we are losing the online war" 25 maio 2017

Uma verdade difícil. Não há muito tempo, ainda no rescaldo da polémica do Youtube, dizia a responsável pela investigação:

YouTube’s enforcement of its community standards was "a joke" and that Twitter and Facebook were too slow to deal with hate-filled content. She said: "These are incredibly powerful organisations. They are able to analyse algorithms and behaviour in a sophisticated way in order to target potential consumers with adverts. It’s time they used more of that power, money and technology to deal with hate crime and to keep people safe."
in "Internet firms must do more to tackle online extremism, says No 10" 24 mar 2017

...mas, aparentemente, há falta de vontade, acresce a falta de capacidade. Infelizmente, como all things tech, só a vontade importa, todas as impossibilidades técnicas de hoje são algoritmos resolvidos amanhã. E a vontade política é clara: as tecnológicas devem submeter-se. Do mesmo artigo citado atrás, Boris Johnson - uma daquelas pérolas de pessoa que não se podia inventar mesmo se quiséssemos ...-

"I do think the responsibility for this most lies with the internet providers, with those that are responsible for great social media companies. They have got to look at the stuff that is going up on their sites. They have got to take steps to invigilate it and to take it down where they can". Johnson also called for a debate about whether internet companies should publish pictures and video of terrorist attacks as they are taking place.
in "Internet firms must do more to tackle online extremism, says No 10" 24 mar 2017

A supressão da liberdade de informação, especialmente em momentos de tensão. Viram como funciona? Mas fear not, não os podendo vencer, junta-te a eles. Ou, todo o cuidado é pouco. Se não nos podem tirar a liberdade, tentam usá-la contra nós. No contexto de atentados terroristas, quem o questiona? Mas, mesma frase, no contexto de manifestações anti-autoritárias:

"When incidents like this happen, people’s first thought should be getting any footage that can be helpful to the police."
in "Internet firms must do more to tackle online extremism, says No 10" 24 mar 2017

Certo. É assim que funciona. É complicado.
Outro exemplo:

Pornography and pirated intellectual property can be detected and zapped by algorithmic analysis. But that’s the easy bit. The hard part is making judgments about human interactions: bullying, hatred and exploitation. Whether words or pictures constitute bullying can be determined only from the context, not by examining them individually against a checklist.
in "The Guardian view on moderating Facebook: we need to talk" 22 maio 2017

Aquilo do contexto. Aquilo das interações humanas. Aquilo da censura.

Fechamos este "save game" com o editorial do The Guardian no tópico. Os Estados arriscam o seu "say", os media dão a sua ajudinha, os big tech preparam a resposta, nós temos que conseguir navegar entre todos. Ao fim do dia as escolhas que nos apresentam são entre capitalismo vs autoritarismo sendo que o primeiro destrói como consequência, o segundo destrói por prepotência.

Should Facebook be policed as a public space or a private one? We need a wide-ranging debate on this giant company’s responsibilities.

The problem of Facebook’s moderation defies easy answers. There have to be limits on what can be published there. But who should set and enforce them? A wide-reaching democratic debate is urgently needed: this is a social problem, not one for technocrats.

Facebook became one of the largest media companies in the world by positioning itself as not a media company at all. That way it could not be held to the same kind of legal responsibilities as its competitors were. Now that Facebook has grown so large that it is no longer just a media company but a kind of hybrid beast that does not fit into any of the traditional categories, the question of who should control its content is hard to dodge and harder to answer.

At the moment, Facebook claims the right to determine its own policies. The main policy is that nothing should be taken down without a complaint.
in "The Guardian view on moderating Facebook: we need to talk" 22 maio 2017

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