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"avoidable blind spots”

De dia 18 mas só o soubemos hoje pelo LerBD 24 abr 2017:

Do mais recente shout out de Pedro Moura ao trabalho de Francisco Sousa Lobo em alternativa aos comics, reclama o primeiro que a BD nacional merece uma atenção mais alargada fora fronteiras (*) exemplificando para tal com a última obra do segundo, "It’s No Longer I That Liveth". Continuando a não ler FSL -mas na esperança de um dia o conseguirmos fazer, porventura quando este mudar de registo (**) - registamos a falácia de PM em convencer-nos com este seu exercício.

(*) Porque dentro destas pouco mais resta para percorrer do circuito, sobra repetir as voltas.
(**) Desistimos das suas obras, ainda não do autor.

Ainda que clame da importância da peça e a enquadre num percurso mais extenso e sustentado, em momento algum se apresentam razões para que a obra justifique a tal “a wider, international attention". Pedro Moura resume Francisco Sousa Lobo na sua biografia, bibliografia, e temas recorrentes transversais, substantivando generosamente sobre estes e adjectivando qb para lhe dar alguma cor, mas sem se padecer em escalas de qualidade ou comparações extrínsecas. Ora apenas a descrição da dita não nos basta para lhe elevar o mérito: a mais científica exposição de um calhau não o torna um diamante, ao putativo “porque?” que se impõe à pretensão do seu review não se dá uma resposta cabal ou sequer se adianta uma hipótese a defender, enuncia-se somente uma checklist que a quantifica. Outras obras se poderiam alinhar sobre o mesmo signo, sem por isso merecerem especial alusão.

Namely, that of self-subjectification and graphic life writing.

Uma ocorre-nos.

Consideremos o seu autor e percurso. Do autor:

Lobo has been studying, working, and living in the U.K. (...) an accomplished visual artist, experimenting with a multitude of disciplines.

Da técnica, que nos dizem ser simbólica:

More often than not very regular page compositions, with strict grids or simple panel divisions, and within the panels he explores many non-naturalistic approaches. His characters are constructed with minimalist, thick black loose lines. The backgrounds can appear with a few details.

Da peça, um "summer narrative" no qual:

"the events themselves are less important than the inner turmoil in which they plunge the young Francisco. The returning Francisco will not be the same as the one who arrived in Évora".

E remate contextual nosso, prosa alheia:

A broad understanding of his work would reveal that comics-publishing is not seen as a separate activity, but a natural consequence or facet of his artistic research, both on a formal and a conceptual level.

Cruzando a BD no contexto de uma obra mais abrangente e substituindo “pesquisa artística” por outras afinidades e começamos a vislumbrar algo de particular. However essa relação não é tratada aqui hoje porque "this is not the place to attempt a comparative study between these “two” activities", mas suffice to say, "sometimes his comics address the artworld" e, sometimes, também nós tratamos desse mundo.

E agora com uma maior petulância:

Every single new project can be seen, no matter the tone, genre, or other details of a given project, as an integral part of generally the same gesture.

Been there, doing that, com as devidas diferenças:

Mental health and religiosity are major recurrent themes in Lobo’s output.

A religião pontua por mínimos, o nosso par de recorrências genericamente embrulhadas no "Humor e Depressão" são de outra ordem – com o mesmo sentimento:

The mixture between the problems of paranoia, Messiah complexes, the discrepancy of art-making and its communication with people “outside” the loop, the paradox of debilitating and empowering faith, the pains of growing and the ensuing responsibilities… these are some of the ingredients of Lobo’s comics autobiographies and auto-fictions

Repetimos, são de outra ordem as nossas tribulações: confundem-se nos sintomas, não padecem da mesma maleita. Diz-nos PM:

Francisco is dealing with profound crisis of his own that cannot be solved easily. In fact, the abyss of nihilism is whispering and calling him to the edge, and Francisco courts the idea of letting himself go.

Ie, um loser.
São palavras de PM. E as últimas a que lhe emprestamos voz:

The last paradox of the book (...) is that this seemingly “destruction” (...) does not end in a total entropy. And the reason is because we are holding the book in our hands. As in his whole continuous oeuvre, it’s not that Francisco Sousa Lobo will manage to salvage, as it were, the ruins of his own past and painful memories and experiences, but that through their transfiguration, by turning his books into cartographies of those ruins, they may be, in fact, redeemed once again into cohesive elements of his own graphic self.

Familiar, ainda que os autores citados quiçá não possuam as mesmas referências.

A falta delas é gritante, voltemos à tal da cor para exemplo: crítico e artista foram educados para determinadas paletes que o nosso treino imediatamente repele.
FSL privilegia nesta um amarelo que o crítico enuncia de referencia ao sol do Alentejo.

The most unpopular colors for both men and women are brown, orange, and yellow.
in "The Impact of Color on Conversion Rates" 21 abr 2017

Aquilo do digital. A diferença dos viewports à página impressa é parte de uma diferença mais abrangente que engloba uma multiplicidade de disciplinas sobre os quais o académico citado poderia divagar em prosa semelhante à aludida, se capaz dessa impressão e não limitado ao formato padrão da historinha em quadradinhos de suporte aos processos mentais das suas personagens. A relação texto-imagem capazes de sentidos menos evidentes pode por vezes surgir em formatos tão menos nobres e corriqueiros que poucos seriam capazes de os apontar antes de outros lhes darem as bases. Veja-se os comics.

Não o censuramos: a falta de referências não é acidental, e não se cinge aos meios, também implica intenções. Peças há que se pretendem, apesar da retórica, interpretáveis. Outras há que em última instância não se querem deixar descortinar. Nesse ponto importa saber se a verdadeira arte requer público ou sobretudo só exige existir? Aquilo da autenticidade.

Mas, seria necessário saber onde procurar.

E porque a arte dispensa o leitor, nOS POSITIVOS não queremos artsy:
we're now deep into bio-fict-editorial-cartoon, biitchis!

noutros espectros