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in "agaragem2014" 1 dez 2016

Continuando de ontem, acompanhem-nos. Passámos anos numa luta inglória para convencer os nossos punx de uma relação à BD enquanto meio de expressão e comunicação. Não é fácil. Agora que temos o tempo achamos que devemos fazer o pleno das impossibilidades: convencer os mesmos punx que estes devem abraçar o digital. OS POSITIVOS: we like it hard.

Lucky for u, we do time travel, e o tempo está do nosso lado.

Breve interlúdio para espreitar a edição independente. Da habitual cegueira artsy de quem vive a sua bolha, retiramos do ZineFestPT a decorrer as nossas amostras para uma breve impressão. Diz-nos o enunciado:

O “ZineFestPt” propõe uma série de atividades que tragam à vista de todos o universo zine; da micro-edição, da auto-edição, da publicação independente e da cultura alternativa associadas aos livros e sobretudo aos fanzines! Queremos dar uma ideia do panorama artístico contemporâneo nesta área, com uma exposição de zines, bancas de compras/trocas e vendas e abertura de portas à experimentação em atividades criativas “faça você mesmo” | “do it yourself” (DIY), desde a simples dobragem para montar um livro manual a diversas técnicas de impressão.
https://zinefestpt.wordpress.com/sobre/ nov/dez 2016

Algumas questões à partida. Importa saber porque se importam com a edição independente e cultura alternativa diy. Dependendo da resposta, importa saber porque equiparam auto-edição independente diy a micro-publicação, e como conseguem isolar uma cultura alternativa circunscrita "a livros e sobretudo zines" por exclusão do conteúdo e propósito dos mesmos. Responder-nos-ão “pela forma” em que a fixam, e assinalaremos nas nossas checkboxes “artsy-fartsy”: o secundar do que se diz pelo dizer - que, levado ao extremo, sabemos que nada diz porque o faz por método, não por consequência, pelo som das palavras, não pelo que elas significam.

Na medida que possa servir de amostra ao “panorama artístico contemporâneo nesta área”,  avaliemos esta edição independente nos seus domínios -pun intented- digitais. Interessa-nos comparar quantos destes trovadores da auto-edição, capazes de se aventurarem numa “experimentação em atividades criativas faça você mesmo | do it yourself (DIY)” de “diversas técnicas de impressão” se recolhem a um canto quando se trata de edição e publicação minus impressão.

Conclusões: a preponderância de Facebooks e outros silos é avassaladora: para quem preza a edição independente esta ausência de mágoa em trancar as suas identidades em becos digitais e prescindir da propriedade dos seus conteúdos é-nos chocante. Alguns utilizam soluções intermédias como o blogger, e poucos são senhores absolutos dos seus conteúdos.




Notas: 

Soluções intermédias, em diferentes graus, como o Blogger e o Wordpress.com, permitem a exportação fácil de conteúdos e a manipulação da aparência do sítio pelo que não os catalogamos enquanto deadends. Pessoalmente, e tudo considerado, onde possível recomendamos o parasitar do Blogger, mesmo -ou sobretudo- considerando a sua propriedade.

Distinguimos entre instalações de Wordpress em host próprios e o alojamento no Wordpress.com já que os segundos têm restrições à manipulação da plataforma.

O CargoCollective permite o backup da aparência do site e a sua edição personalizada, mas não permite o recuperar da totalidade dos conteúdos: segue para silo.

Enfim, pulso tomado, continuando onde ficámos ontem.

What’s at stake here? In a word, permission. People should not need permission to speak, to assemble, to innovate, to be private, and more. But when governments and corporations control choke points, they also control whether average people can participate fully in society, politics, commerce, and more.
in "How To Break Open The Web" 29 jun 2016

E também já registámos a reacção.

The Indieweb movement encourages us to reclaim our data and how it’s replicated
in "How To Break Open The Web" 29 jun 2016
IndieWeb allows people to maintain information they want to share with the world
in "Reweaving the web" 18 jun 2016

E sabemos porque, como os artistas acima, resistem à mudança.

Another problem with the net is that it’s still "technology," and "technology," as the computer scientist Bran Ferren memorably defined it, is "stuff that doesn’t work yet." We no longer think of chairs as technology, we just think of them as chairs.
in "How To Break Open The Web" 29 jun 2016

Ou, mais cabalmente:

“That utopian leveling of society, the reinvention of the systems of debate and government—what happened to that?” he asked. “We hoped everyone would be making their own web sites—turns out people are afraid to.”
in "The Fathers of the Internet Revolution Urge Today’s Software Engineers to Reinvent the Web" 13 jun 2016

Em vez disso, optam pelo mais simples, mas mais prejudicial:

The model of trading privacy for free access (…): “The deal the consumer makes is a myth,” he said. “It is a myth that it has to be, it is a myth that everybody is happy with it, it is a myth that it is optimal” for anybody, the consumers or the marketing machine.
in "The Fathers of the Internet Revolution Urge Today’s Software Engineers to Reinvent the Web" 13 jun 2016

Continuaremos a nossa exposição a alternativas de rede à actual, mas de arranque o “senão" maior a ultrapassar: essa facilidade de abdicar de liberdade pela conveniência habitual:

A big hurdle—which previous efforts at decentralised technology failed to clear—is to be as convenient and seductive as centralised incumbents.
in "Reweaving the web" 18 jun 2016

E, claro, o habitual e sempre recorrente oh-mighty-dollar, porque se é grátis para ti não o é para quem te vende a terceiros, e quem tem o pudor de te vender a terceiros precisa ainda de pagar o preço de uma economia orientada à acumulação de capital. A distorção, as boas intenções e a realidade:

“Ad revenue is the only model for too many people on the web now,” Mr. Berners-Lee said. “People assume today’s consumer has to make a deal with a marketing machine to get stuff for ‘free,’ even if they’re horrified by what happens with their data. Imagine a world where paying for things was easy on both sides.”
in "The Web’s Creator Looks to Reinvent It" 7 jun 2016
Then there is the question of how decentralised services will earn their keep. Most are based on open-source software, which anybody can use without charge (...) an internet that eschews control points may be one that affords firms less opportunity to build profits. (...) Decentralisation might fit the vision of the web’s founding father, but the internet became centralised for a reason.
in "Reweaving the web" 18 jun 2016
It was us humans that polluted the internet and turned it into what it is today – and in all probability, we’ll ruin the next great network too

Todos esses problemas resultam sempre de hábitos humanos. Aquilo dos punx-db-digital:

But the biggest problem facing the decentralized web is probably neither technical or legal. And that’s getting people to care in the first place. Bringing people back to the open web is going to mean creating user experiences that are fun enough and easy enough to persuade people to venture out of the confines of today’s app-centric Internet.
in "The Inventors of the Internet Are Trying to Build a Truly Permanent Web" 20 jun 2016
Users like using Facebook and Google and Twitter and the rest. As long as they derive what they consider value from the centralized players, it’ll be an uphill battle for decentralization. At the least, some hope, a corporate web will learn to co-exist with a web where people can find value in keeping control of their own data.
in "How To Break Open The Web" 29 jun 2016

Falemos pois de descentralização.

Com ainda mais uma pequena nota introdutória: tal como somos primitivistas porque o estágio de evolução da tech o permite - depois podemos explicar-vos… - também estamos convencidos que uma rede descentralizada distribuída tem o seu quê de negativo. Para outra ocasião sobre os atropelos desta que podemos deixar às mãos da humanidade, para já apenas uma nota técnica da mais óbvia das constatações:

So far, anyway, decentralized code won't fix itself (...) when flaws have been found in key security protocols, it took leadership and human-to-human communications to protect the Internet more widely.
in "How To Break Open The Web" 29 jun 2016

Cof-cof, estando aqui a insultar a inteligência dos supramencionados zinesters, a ressalva: se nos seguirem à 3ª parte destes posts vão reparar que a determinado momento falamos da importância do arquivo em rede, com uma aparente superioridade do papel:

As fragile as paper is, written documents and records have long provided historians with a wealth of insight about that past that often helps shape the present. And they don’t need any special technology to read them (...) digital communications quickly become unreadable.
in amanhã...

Se o supramencionado zinester se vai agarrar ao argumento, importará primeiro perguntar-se a si mesmo se online os seus conteúdos estão alojados numa ferramenta sobre a qual tem o último dizer, ou, pelo contrário, já os deitou a perder.

Continuamos amanhã.

leituras adicionais

  • facebook
  • media

Google and Facebook can achieve huge net profit margins because they dominate the content made available on the web while making very little of it themselves. Instead, they both have built their advertising businesses as "free riders" on content made by others

in "Forget AT&T. The Real Monopolies Are Google and Facebook." 13 dez 2016

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