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A propósito de livros: certas realidades parecem ser sobejamente conhecidas desde tempos antigos.

A convidada do "Páginas de Português" na Antena 2 de hoje de manhã - nitidamente incomodada com a sugestão de que o latim possa ser uma língua morta (1) - responde sobre a sua importância dando de exemplo que apenas por desconhecimento e ignorância desta se possa compreender como os mais variados temas se cobrem de uma aura de autentica novidade quando existem já tratados completos sobre os mesmos com vários séculos em cima.

Corroboramos: ontem, feliz coincidência entre a convenção daqueles outros cómicos em ruído de fundo e o livro que começámos a ler na semana anterior (2), cruzam-se no exacto momento que viramos de página para nos deparar de relance com estes títulos -

in "O FIM DO MUNDO ANTIGO E O PRINCÍPIO DA IDADE MÉDIA" por Ferdinand Lot (3) -leia-se "when shit hit tha fan & why, “O grande proprietário contra o Estado”, com uma entrada específica sobre como este “defrauda o fisco”, e imediatamente na página seguinte “O grande proprietário contra os fracos”. Ó, a tal da ironia. Aqui está um livro originalmente escrito no início da década de 30 do século passado, sobre eventos que retornam até ao século V antes do C e se estendem mais cinco para lá do dito - um imenso manancial de experiência adquirida portanto- e que trata no essencial dos anos por vir da união europeia, e pelas razões que só surpreenderão a quem não sabe o seu latim.

Mais: e não se pense que há alguma novidade de maior ao nosso mundo moderno. Na conclusão desse mesmo capítulo:

-nothin’ new under tha sun-

Notas:

1. Não querendo estragar a bublle à senhora, temos que lhe constatar que sim: o latim é uma língua morta. Recomendamos um salutar distanciamento entre a intensidade com que se debruça no seu nicho e o mundo real que a rodeia: quantas pessoas vê a senhora à sua volta na rua a ler BD – perdão- a falar latim?

2. Admitimos: temos um problema, gostamos de começar livros - só nos falta entrar no hábito de os acabar. Culpo os cómicos que nos habituaram a nos desinteressar da leitura muito antes da concluirmos.

3. Edições 70, Lugar da História, e repleto de gralhas como tem sido apanágio da coleção, mas quem somos nós para atirar pedras - we murder them portuguese shaait all thay long

a vida repete-se