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Não questionando a qualidade da obra, interrogamo-nos sobre o seu destino, por via dos seus destinatários.

Do autor, sabemos que é “eclético como poucos (...) um dos mais completos autores portugueses de banda desenhada, não só pelo razoável número de títulos que tem editados e pelas muitas colaborações na imprensa, mas pelo facto de dominar, com rara habilidade e resultado, diferentes estilos e técnicas gráficas1, “um do mais admirados desenhistas veteranos do nosso Pais2, “entre os autores da BD portuguesa atual, um dos de maior prestígio3 etc. e tal. Com fé na literatura apenas, temo-lo como um gigante de obra tão inquestionável quanto os notáveis poderiam desejar.

Mas, apesar de tão eclético e completo, o autor é imperceptível entre os demais pois a invisibilidade da arte que o ocupa a todos encobre por igual.  Não o evidenciamos por curtezas de predileção ou sequer miopia geracional 4 , considerem-se autores mais recentes como o Nuno Duarte (1975) ou André Oliveira (1982) -por nenhum motivo em particular além de terem uma biografia prestável para exemplo online que o Google tão prontamente devolveu a pedido 5-, ambos com um currículo respeitável na área mas cuja extensão dos esforços em nada os pontifica fora do pequeno circuito dos acérrimos da BD.

Na humilde tese que este escriba sustenta, o problema está onde sempre esteve.

Falemos pois do destino a que esta obra está fadada entre nós.

Alguns volumes para oferta pela entidade patrocinadora, algumas vendas para coleção dos aficionados do clube-do-Mosquito-menina-não-entra, alguns para leitura obrigatória numa aula de história do ciclo para putos enfadados com o estilo gráfico da BD de avozinho.

É por aqui que receamos pelo objecto. Entre os teenagers aleitados nos excessos do manga e dos super-heróis trans-cósmicos o estilo está demasiado próximo da limpidez de um catálogo do IKEA para provocar qualquer entusiasmo. Não se trata de modo algum de um menosprezo da peça em questão, apenas a constatação que as novas gerações estão demasiado estimuladas para que um livro de cavaleiros andantes lhes mereça algum reparo fora da sala de aula -o que,  obviamente, só os fará desdenhar ainda mais por via da imposição involuntária.

Sabemos que a BD não é só para crianças... A expressão tornou-se lugar comum de reportagens indolentes sobre o tema, mas peca ainda pela leviandade com que os seus autores optam por poupar na contagem de caracteres a segunda parte do postulado: a BD também não é só para velhos 6.

Notas:

1. https://www.gradiva.pt/?q=C/BOOKSSHOW/7625
2. http://kuentro.blogspot.pt/2011/03/bdpress-237-pedro-massano-no-alentejo.html
3. http://divulgandobd.blogspot.pt/2014/03/pedro-massano-e-batalha-entrevista.html
4. Por graças da dita completude do autor, não se pense que não atribuímos o devido valor à sua participação no semanário “A Luta” de ‘78 e posterior compilação em álbuns dos quais só nos faltam o #3 e o #5 para ter a coleção completa.
5. http://kuentro.blogspot.pt/2014/04/gazeta-da-bd-23-os-argumentistas-na.html e http://kuentro.blogspot.pt/2014/05/gazeta-da-bd-24-na-gazeta-das-caldas-os.html
6. Já o dissemos anteriormente: a BD nacional não é sexy para os jovens. (Eu sei, estou-me a citar pela segunda vez em dois dias, mas fazer o quê? Pouco ou nada há a acrescentar desde então. Podemos ficar calados sobre o assunto ou repetir em loop o “told you so, circa [actualizar data aqui]”) Fuck it, agora que penso nisso, screw all, leiam o original.

Disclaimer: Estamos só a levar esta coisa da “crítica” para um testdrive. Para sermos fiéis à experiência como ela se nos apresenta - facciosa e infundada - folheamos desinteressadamente a obra em questão numa qualquer livraria sem nunca a ler, e obviamente não a investigámos demasiado. Somos críticos, não cientistas!

galhofa