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OS POSITIVOS sempre habitaram entre o mundo dos zines de BD e zines anarco-punks e é neste universo que eles se sentem bem. Surgiram em 1997 no formato zine mas do fã nada têm. Nomenclatura à parte o universo em que se movem continua a ser o das fotocópias agrafadas, talvez agora com mais algum cuidado do que inicialmente. Em homenagem ao formato, recordamos aqui que o digital não matou o zine, apenas o tornou mais interessante já que a facilidade de acesso às redes sociais filtra os ímpetos boçais de muita pobre gente que assim não vai mais além do facebook.

Arquivo dos fanzines impressos dos P+

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Apesar da boa probabilidade que a Internet contem em si para matar o zine resolvendo questões tão caras ao meio como a distribuição gratuita e rápida, o alcance de uma audiência imensamente mais vasta e as ferramentas necessárias para gerir essa comunidade, na prática as novas tecnologias deram azo a uma nova mentalidade que não as utiliza como substituição mas sim complemento dos zines. A democratização das novas tecnologias de desktop publishing e a massificação das redes sociais provocaram o efeito inverso ao vaciná-los de anti-corpos que lhe garantem uma saudável imunidade ao monopólio digital: o zine não só sobrevive à Internet como se aproveita desta para a ultrapassar restrições do passado.

O ressurgimento dos zines por reacção à Web deriva sobretudo da necessidade de produzir objectos reais, artesanais, palpáveis. O “very hand made”, o único, versus a artificialidade da cópia digital, na qual as pequenas quantidades não são mais uma insuficiência mas um valor acrescentado contra o mass production que lhe confere um carácter mainstream. Qualquer assunto ganha imediatamente maior relevância quando impresso no zine, já que este permite parar o tempo e aprofundar mais o tema do que a múltipla sucessão de posts em blogs e respectivos comentários – muitos tão repentinos que entre a leitura do post e a escrita de resposta não houve sequer tempo de unir umas sinapses entre dois neurónios ... Estes últimos tornam igualmente qualquer conteúdo acessível e pesquisável online, enquanto o zine os retira da rede e os mantêm exclusivos àqueles que a ele têm acesso.

Sempre houve zines para todos os gostos e feitios, e todos são exemplos de, de um modo ou outro, fracasso. Quando sucedem, deixam de ser fanzines e tornam-se revistas. Mas essa realidade nunca esmoreceu os entusiasmos de quem os produz: importa mais explorar e capturar o momento do que ganhar €€, e quando a motivação económica tende no sentido de não perder muito dinheiro ao invés de ganhar algum cria-se o espaço necessário para outras motivações muito mais interessantes virem ao de cima com resultados muito surpreendentes…

Such a man is stimulated by some form of discontent — whether with the constraints of his world or the negligence of publishers, at any rate something he considers unjust, boring, or ridiculous. He views the world of publishers and popularizers with disdain, sometimes with despair (...) and he generally insists that publication should not depend upon the whimsy of conventional tastes and choices.
Frederick J. Hoffman, Charles Allen, Carolyn F. Ulrich, citado por Duncombe
I was awestruck. Somehow these little smudged pamphlets carried within them the honesty, kindness, anger, the beautiful inarticulate articulateness ... the uncompromising life that I had discovered (and lost) in music, then later radical politics, years ago. Against the studied hipness of music and style magazines, the pabulum of mass newsweeklies, and the posturing of academic journals, here was something completely different.
In zines, everyday oddballs were speaking plainly about themselves and our society with an honest sincerity, a revealing intimacy, and a healthy -fuck you to sanctioned authority - for no money and no recognition, writing for an audience of like-minded misfits.
Zinesters privilege the ethic of DIY, do-it-yourself make your own culture and stop consuming that which is made for you. Refusing to believe the pundits and politicians who assure us that the laws of the market are synonymous with the laws of nature, the zine community is busy creating a culture whose value isn't calculated as profit and loss on ruled ledger pages, but is assembled in the margins, using criteria like control, connection, and authenticity.
Zines are bursts of raw emotion. Their cut-and-paste look is a graphic explosion unbeholden to rules of design. The rant editorial that opens each zine is the spontaneous disgorge of whatever the editor has on his or her mind.
(…) there is a profound difference between the rebel represented by the mass culture industry and the rebel who speaks through zines. The rebel of mainstream media is on the outside, howling at the world for its injustice, but invariably wanting to get in, to be accepted, but on his (invariably this rebel is male) own terms. While plenty of howling at injustice is done in zines too, the strategy of the zine rebel is one of removal: of communicating feelings of alienation by alienating herself from society. And the zine that records this struggle is not used as a medium to broadcast discontent to the dominant society, but as a way to share personal stories of living on the outside quietly with other disaffected individuals.
Most zine writers do not revel in complete chaos. Nor are they given to throwing bombs. But they do share this emphasis on the act over the result. This is not merely a means-over-ends political strategy; for most zine writers (like practitioners of propaganda of the deed) there is no abstract strategy at all, no means and no end: just the authentic act. Alienated from mainstream political institutions, and wary of any constraint on their individuality, most zine writers reject a strategic model of politics and communication entirely in the search for a more authentic formula. The only thing that stands this test of authenticity is a highly personal act of expression: making a zine. For in producing a zine the individual commits nonviolent propaganda of the deed, creating an authentic medium of communication, expressing the thoughts and feelings of an authentic individual.
Duncombe

ética e zines