Such a man is stimulated by some form of discontent — whether with the constraints of his world or the negligence of publishers, at any rate something he considers unjust, boring, or ridiculous. He views the world of publishers and popularizers with disdain, sometimes with despair (...) and he generally insists that publication should not depend upon the whimsy of conventional tastes and choices.
Frederick J. Hoffman, Charles Allen, Carolyn F. Ulrich, The little magazine, citado por Duncombe, Stephen. Notes From Underground, Zines And The Politics Of Alternative Culture. Microcosm Pub, 2009.
OS POSITIVOS sempre habitaram entre o mundo dos zines de BD e zines anarco-punks e é neste universo que eles se sentem bem. Que venham mais!
CONTRA CULTURA INSTANTÂNEA em 1 folha e 8 páginas para imprimirem e deixarem por ai!
1. imprimir segundo o esquema de cima...
2. atenção às margens na impressão ou esquece lá isso...
I was awestruck. Somehow these little smudged pamphlets carried within them the honesty, kindness, anger, the beautiful inarticulate articulateness ... the uncompromising life that I had discovered (and lost) in music, then later radical politics, years ago. Against the studied hipness of music and style magazines, the pabulum of mass newsweeklies, and the posturing of academic journals, here was something completely different.
In zines, everyday oddballs were speaking plainly about themselves and our society with an honest sincerity, a revealing intimacy, and a healthy -fuck you to sanctioned authority - for no money and no recognition, writing for an audience of like-minded misfits.
Zinesters privilege the ethic of DIY, do-it-yourself make your own culture and stop consuming that which is made for you. Refusing to believe the pundits and politicians who assure us that the laws of the market are synonymous with the laws of nature, the zine community is busy creating a culture whose value isn't calculated as profit and loss on ruled ledger pages, but is assembled in the margins, using criteria like control, connection, and authenticity.
Duncombe, Stephen. Notes From Underground, Zines And The Politics Of Alternative Culture. Microcosm Pub, 2009.
Apoia os teus zines locais.
Fuck it, cria o teu próprio!
Apesar da boa probabilidade que a Internet contem em si para matar o zine resolvendo questões tão caras ao meio como a distribuição gratuita e rápida, o alcance de uma audiência imensamente mais vasta e as ferramentas necessárias para gerir essa comunidade, na prática as novas tecnologias deram azo a uma nova mentalidade que não as utiliza como substituição mas sim complemento dos zines. A democratização das novas tecnologias de desktop publishing e a massificação das redes sociais provocaram o efeito inverso ao vaciná-los de anti-corpos que lhe garantem uma saudável imunidade ao monopólio digital: o zine não só sobrevive à Internet como se aproveita desta para a ultrapassar restrições do passado. O ressurgimento dos zines por reacção à Web deriva sobretudo da necessidade de produzir objectos reais, artesanais, palpáveis. O “very hand made”, o único, versus a artificialidade da cópia digital, na qual as pequenas quantidades não são mais uma insuficiência mas um valor acrescentado contra o mass production que lhe confere um carácter mainstream. Qualquer assunto ganha imediatamente maior relevância quando impresso no zine, já que este permite parar o tempo e aprofundar mais o tema do que a múltipla sucessão de posts em blogs e respectivos comentários – muitos tão repentinos que entre a leitura do post e a escrita de resposta não houve sequer tempo de unir umas sinapses entre dois neurónios ... Estes últimos tornam igualmente qualquer conteúdo acessível e pesquisável online, enquanto o zine os retira da rede e os mantêm exclusivos àqueles que a ele têm acesso.
Sempre houve zines para todos os gostos e feitios, e todos são exemplos de, de um modo ou outro, fracasso. Quando sucedem, deixam de ser fanzines e tornam-se revistas. Mas essa realidade nunca esmoreceu os entusiasmos de quem os produz: importa mais explorar e capturar o momento do que ganhar €€, e quando a motivação económica tende no sentido de não perder muito dinheiro ao invés de ganhar algum cria-se o espaço necessário para outras motivações muito mais interessantes virem ao de cima com resultados muito surpreendentes…

For some fine hand craft zines by tha POSITIVES,
check out the [d]ejected series.


Melhor albúm BD 2011 (cof, cof, eu comprei isto em 2010...?!)
(provavelmente o) Melhor zine BD 2011